Aquasousa
Ventosa de Bornéu de Cauda Vermelha SK02
Ventosa de Bornéu de Cauda Vermelha SK02
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Nome cientifico: Gastromyzon sp. (Frequentemente comercializada no hobby sob diversas variações desta família, sendo amplamente procurada, aclamada e adorada sob o nome de Ventosa de Bornéu de Cauda Vermelha ou Red-tailed Hillstream Loach).
Origem: Ásia. É uma espécie endémica dos rios da ilha de Bornéu, habitando os riachos de montanha e águas rasas de fluxo extremamente rápido, incrivelmente límpidas e altamente oxigenadas, que fluem vigorosamente por entre pedras lisas e rochedos debaixo da copa das densas florestas tropicais.
Tamanho máximo: Pequeno. Atingem habitualmente um comprimento máximo de 4 a 5 cm na fase adulta. O dimorfismo sexual é bastante subtil: as fêmeas adultas tendem a ser um pouco mais largas e encorpadas quando observadas de cima, enquanto os machos são ligeiramente menores e exibem contornos mais esguios e retilíneos.
pH: Ligeiramente ácido a ligeiramente alcalino. São peixes consideravelmente rústicos e resistentes desde que o ambiente lhes seja propício. Para simular as águas puras do seu habitat natural e manter o seu sistema imunitário imbatível, o ideal situa-se numa faixa estável entre 6.5 e 7.5.
Temperatura: Subtropical a tropical amena. Atenção: Vêm de riachos frescos de montanha! Sentem-se perfeitamente confortáveis e prosperam de forma excecional em águas um pouco mais frescas, com temperaturas entre os 20°C e os 24°C. Devem ser estritamente evitadas temperaturas constantemente altas (acima de 26°C), pois a água quente retém muito menos oxigénio, o que lhes pode ser fatal.
Alimentação: Omnívoro (especializado em Aufwuchs). São os grandes e incansáveis "pastadores" de pedras e vidros do aquário! A sua boca em forma de ventosa está desenhada para raspar biofilme, pequenas algas e micro-organismos das superfícies lisas. Aceitam pastilhas de fundo de alta qualidade (ricas em matéria vegetal e espirulina). Contudo, a dieta deve ser obrigatoriamente complementada com pequenos alimentos proteicos congelados (como bloodworms, dáfnias e artémia) para garantir a sua plena vitalidade e saúde a longo prazo.
Comportamento: Extremamente pacífico, fascinante e único. São peixes que passam o dia "colados" aos vidros e rochas. A regra de ouro e inquebrável para o seu bem-estar é a necessidade absoluta de forte circulação de água e altíssima oxigenação (simulando a corrente vigorosa de um rio). São 100% seguros para aquários comunitários pacíficos. Podem demonstrar uma hilariante e inofensiva territorialidade entre machos da mesma espécie pelas "melhores pedras", envolvendo-se em pequenas disputas onde tentam deslizar e cobrir-se uns aos outros para marcar posição.
Reprodução: Ovíparo. A sua reprodução em cativeiro é extremamente rara, não documentada a nível amador e considerada um verdadeiro desafio de mestre na aquariofilia. Na natureza, escavam pequenos ninhos no cascalho fino sob a proteção de grandes rochas onde depositam os ovos, deixando-os à mercê da correnteza.
Aparência: O seu visual e forma de deslizar pelos vidros parecem saídos de um documentário de biologia marinha! Possuem uma evolução morfológica espetacular: um corpo totalmente espalmado e achatado (como uma autêntica mini-raia), desenhado de forma aerodinâmica para não serem arrastados pelas fortes correntes. A sua coloração base apresenta tons de castanho-escuro ou cinza-carvão, elegantemente salpicados por intensas pintas ou manchas claras. O grande espetáculo visual que lhe dá o nome popular reside na sua barbatana caudal, que exibe um marcante e belíssimo tom de vermelho, vermelho-tijolo ou laranja-fogo, criando um contraste visual avassalador quando abrem as barbatanas sobre as rochas.
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