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AquaSousa

Tetra Viúva Negra

Tetra Viúva Negra

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Nome cientifico: Gymnocorymbus ternetzi (Mundialmente conhecido e adorado no hobby da aquariofilia como Tetra Viúva Negra ou Tetra Negro).

Origem: América do Sul. É nativo das bacias hidrográficas dos rios Paraguai, Guaporé e Paraná, habitando pequenos riachos, lagoas e zonas de águas calmas e sombreadas com densa vegetação em países como o Brasil, Bolívia e Argentina.

Tamanho máximo: Médio (dentro do grupo dos Tetras). Atingem habitualmente um comprimento de 5 a 6 cm na fase adulta. As fêmeas são visivelmente maiores, mais largas e encorpadas, enquanto os machos são mais esguios e ligeiramente menores.

pH: Ligeiramente ácido a neutro. São peixes extremamente robustos, rústicos e fáceis de manter (uma excelente escolha para iniciantes), mas o ideal para o seu bem-estar e para realçar ao máximo a intensidade da sua pigmentação negra situa-se numa faixa entre 6.0 e 7.5.

Temperatura: Tropical. Sentem-se perfeitamente confortáveis e altamente ativos a nadar em águas com temperaturas entre os 21°C e os 26°C.

Alimentação: Omnívoro. Têm um excelente apetite e alimentam-se preferencialmente na zona média da coluna de água e à superfície. Aceitam facilmente rações secas em flocos triturados ou micro-grânulos de alta qualidade. Para intensificar o contraste das suas cores e garantir um sistema imunitário de ferro, a dieta deve ser complementada regularmente com alimentos vivos ou congelados (como bloodworms, dáfnias e artémia).

Comportamento: Pacífico, muito dinâmico e ocasionalmente atrevido. É um peixe de cardume obrigatório. Para se sentirem seguros, desinibidos e exibirem o seu comportamento natural, devem ser mantidos num grupo de, pelo menos, 6 a 8 indivíduos. Se forem mantidos sozinhos ou em números muito reduzidos, podem ficar stressados e desenvolver o péssimo hábito de beliscar as barbatanas compridas de outros peixes lentos (como Bettas ou Guppys). Em cardume, focam-se nas hierarquias internas e ignoram os restantes habitantes do aquário.

Reprodução: Ovíparo. São dispersores livres de ovos e a sua reprodução em cativeiro é considerada fácil. Após um ritual matinal de perseguição, o casal liberta e fertiliza centenas de ovos que caem de forma caótica pelo fundo e entre a vegetação de folhas finas (como o Musgo de Java). Não têm qualquer instinto maternal ou paternal e devorarão os ovos quase de imediato se estes não forem protegidos ou separados dos progenitores.

Aparência: O seu formato e contraste cromático justificam na perfeição o seu nome peculiar. Apresentam um corpo alto e achatado lateralmente (em forma de losango ou diamante). A parte frontal do corpo exibe um belíssimo tom prateado-claro, elegantemente cortado por duas grossas faixas verticais negras. O grande espetáculo está na metade traseira: desde o meio do corpo até à sua excecional e longa barbatana anal (que se assemelha a uma "saia" drapeada), o peixe é pintado com um negro-carvão escuro e profundo. Curiosidade: É perfeitamente normal que, à medida que o peixe envelhece, o preto intenso desvaneça naturalmente para um tom mais prateado ou cinza-escuro.

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