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Ramirezi German Blue Véu
Ramirezi German Blue Véu
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Nome cientifico: Mikrogeophagus ramirezi (A deslumbrante variante "Véu" ou "Longfin" é o resultado de um meticuloso e prolongado apuramento genético em cativeiro de uma das espécies mais icónicas de toda a aquariofilia).
Origem: América do Sul. A estirpe selvagem original habita os riachos de fluxo lento e as lagoas de savana quentes e sombreadas da bacia do rio Orinoco (na Venezuela e Colômbia). No entanto, esta majestosa variação de barbatanas extremamente longas não existe na natureza, sendo reproduzida exclusivamente em aquicultura para o hobby.
Tamanho máximo: Pequeno a médio. O corpo atinge habitualmente cerca de 5 a 7 cm de comprimento, mas as suas imensas barbatanas esvoaçantes dão-lhe uma envergadura visual muito superior e imponente. Os machos são ligeiramente maiores, ostentam prolongamentos nas barbatanas muito mais dramáticos e exibem cores mais intensas do que as fêmeas (que são um pouco mais pequenas e desenvolvem frequentemente um encantador ventre rosado).
pH: Ácido a ligeiramente neutro. São peixes sensíveis à qualidade da água, funcionando como verdadeiros indicadores do ambiente do aquário. Não toleram variações bruscas ou picos de nitratos. Para manter o seu delicado sistema imunitário imbatível e as suas cores avassaladoras, exigem águas macias e imaculadas, sendo o ideal uma faixa estável entre 5.5 e 7.0.
Temperatura: Tropical. Atenção: Gostam de água consideravelmente mais quente do que a grande maioria dos peixes comunitários! Prosperam, exibem o seu metabolismo máximo e mostram todo o seu esplendor cromático em águas situadas entre os 27°C e os 30°C.
Alimentação: Omnívoro (Micro-predador). Alimentam-se sobretudo nas zonas média e inferior da coluna de água. Aceitam perfeitamente micro-grânulos de alta qualidade que afundem lentamente. Para manter o seu brilho metálico no máximo e induzir comportamentos de reprodução, a dieta deve ser complementada frequentemente com pequenos alimentos proteicos vivos ou congelados (como artémia, bloodworms e dáfnias).
Comportamento: Pacífico e de uma elegância extrema, tornando-se territorial apenas durante a época de acasalamento. É, por excelência, o ciclídeo anão mais procurado para aquários comunitários calmos. A grande ressalva desta variante específica é que não devem partilhar o aquário com espécies muito agitadas ou "beliscadoras" de barbatanas (como alguns Barbos ou Tetras mais agressivos), sob o risco de lhes destruírem o seu frágil e longo "véu". Brilham em aquários com áreas densamente plantadas, troncos e zonas de refúgio.
Reprodução: Ovíparo. A sua reprodução é um espetáculo maravilhoso! Formam casais monogâmicos e incrivelmente dedicados. Após limparem meticulosamente uma superfície lisa (como uma pedra plana, uma folha larga ou mesmo um pequeno buraco no substrato), a fêmea deposita os ovos e o macho fertiliza-os de imediato. Ambos os progenitores exibem um feroz e fascinante cuidado parental, ventilando os ovos ininterruptamente, limpando-os e protegendo ferozmente a "nuvem" de minúsculos alevinos nas suas primeiras semanas de vida.
Aparência: O seu visual é uma autêntica obra-prima em movimento, aliando as cores mais espetaculares da água doce a uma graciosidade inigualável! Exibem o brilhante fundo do clássico "German Blue", misturando tons de amarelo-ouro no rosto com um azul-elétrico iridescente e metálico que cobre todo o corpo. Ostentam a clássica e marcante linha negra vertical a atravessar os olhos e uma mancha escura nos flancos. O grande espetáculo e exclusividade desta estirpe é o desenvolvimento colossal das suas barbatanas (especialmente a dorsal, anal, pélvicas e caudal), que se prolongam como longos e finos tecidos de seda, esvoaçando de forma dramática e hipnotizante a cada movimento pelo aquário.
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