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Aquasousa

Oranda Azul

Oranda Azul

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Nome cientifico: Carassius auratus (Mundialmente cobiçado e aclamado no hobby como Oranda Azul ou Blue Oranda, sendo uma das variantes genéticas de cor mais raras, invulgares e intensamente procuradas pelos amantes de Kinguios de alta seleção).

Origem: Ásia. A espécie selvagem original tem as suas raízes na China, mas esta morfologia tão majestosa e de cor ardósia não existe na natureza. É o resultado de séculos de paciência, seleção genética e cruzamentos meticulosos desenvolvidos em cativeiro para o mercado ornamental.

Tamanho máximo: Grande. São peixes extremamente corpulentos que atingem habitualmente um comprimento máximo de 20 a 25 cm na fase adulta. Devido ao seu grande porte e formato ovalado, exigem aquários consideravelmente espaçosos, com excelente filtragem biológica, para prosperarem (nunca devem ser mantidos nos clássicos e cruéis globos de vidro).

pH: Neutro a alcalino. São peixes consideravelmente rústicos e adaptáveis, mas exigem águas com boa estabilidade e dureza mineral para manterem um sistema imunitário imbatível. O ideal situa-se numa faixa entre 7.0 e 8.0.

Temperatura: Água fria a subtropical amena. São peixes excecionalmente resistentes e perfeitos para aquários de interior sem aquecimento. Sentem-se confortáveis, saudáveis e ativos em águas com temperaturas entre os 15°C e os 24°C.

Alimentação: Omnívoro. Têm um apetite formidável e constante, mas um sistema digestivo curto e incrivelmente sensível. A dieta base deve consistir em grânulos de alta qualidade que afundem rapidamente (para evitar que engulam ar à superfície, o que lhes causa graves e frequentes problemas de flutuabilidade e na bexiga natatória). É estritamente essencial um forte reforço de matéria vegetal na sua rotina, adorando vegetais frescos escaldados (como ervilhas descascadas, espinafres e curgete).

Comportamento: Extremamente pacífico, calmo e muito dócil. Devido à sua morfologia "gordinha" e ao enorme capuz na cabeça, são nadadores lentos e desajeitados. A regra de ouro e inquebrável é não os misturar com peixes rápidos, agressivos ou beliscadores de barbatanas. Devem ser mantidos apenas com outras variantes lentas de Kinguios (como os Telescópios, Cabeças de Leão ou Ryukins). Além disso, o aquário não deve ter decorações afiadas, plásticos duros ou rochas pontiagudas, para evitar lesões e graves infeções no seu delicado e exposto capuz.

Reprodução: Ovíparo. São dispersores livres de ovos e a sua reprodução em cativeiro é relativamente comum. Na época de acasalamento, os machos desenvolvem pequenos e distintivos pontos brancos (tubérculos nupciais) nas guelras e barbatanas peitorais, perseguindo a fêmea de forma insistente e enérgica pelo aquário. Após a fêmea libertar centenas de ovos que se colam às decorações ou plantas, o macho fertiliza-os na coluna de água. Os adultos devorarão avidamente a própria postura se tiverem oportunidade.

Aparência: O seu visual ostenta um nível de exclusividade e dramatismo avassalador! Apresentam um corpo curto, compacto e muito arredondado (em formato de ovo), coroado por formidáveis barbatanas fluídas, destacando-se uma imponente barbatana dorsal e uma majestosa cauda dupla esvoaçante em formato de véu. O seu grande rasgo de assinatura morfológica é o "wen" (ou capuz), um espetacular e proeminente crescimento carnoso que lhes cobre o topo da cabeça e as bochechas. A linhagem "Azul" diferencia-se pela sua cor extraordinária e hipnotizante: não se trata de um azul-néon, mas sim de um tom rico e profundo de ardósia, cinza-ferro, chumbo ou cinzento-azulado mate. Sob a iluminação adequada do aquário, as suas escamas refletem fascinantes laivos metálicos prateados ou roxos, conferindo-lhe uma presença incrivelmente sofisticada.

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