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Neritina Tigre
Neritina Tigre
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Nome cientifico: Neritina natalensis (frequentemente também catalogada e comercializada sob géneros muito próximos devido à variedade do padrão das riscas, mas a natalensis é a clássica Neritina Tigre ou Zebra).
Origem: Costa leste e sul do continente africano (incluindo Quénia, Moçambique e África do Sul). Habita zonas costeiras, estuários, manguezais e a foz de rios, movimentando-se naturalmente entre ambientes de água doce e salobra.
Tamanho máximo: Pequeno a médio. A sua concha espessa e arredondada atinge habitualmente um diâmetro máximo de 2,5 a 3 cm na fase adulta.
pH: Neutro a alcalino. O ideal para o seu bem-estar situa-se numa faixa entre 7.2 e 8.5. Sendo um molusco, exige obrigatoriamente águas com boa dureza mineral (ricas em cálcio) para garantir o crescimento e a manutenção de uma concha forte, evitando a degradação e erosão ao longo do tempo.
Temperatura: Tropical. Sentem-se perfeitamente confortáveis e ativas nas suas incansáveis limpezas em águas com temperaturas entre os 22°C e os 28°C.
Alimentação: Herbívoro estrito (Algueiro Exímio). É unanimemente aclamada como um dos melhores e mais eficientes animais de limpeza de algas na aquariofilia. Dedica-se quase exclusivamente a raspar as algas e o biofilme das superfícies do aquário (sendo uma devoradora implacável das difíceis algas verdes pontilhadas nos vidros - Green Spot). É 100% segura (Reef Safe de água doce), ignorando por completo as plantas naturais do aquário. Em aquários muito limpos, deve ser suplementada com pastilhas de fundo ricas em espirulina e vegetais.
Comportamento: Extremamente pacífico e trabalhador. É uma adição inofensiva e formidável para conviver com peixes pacíficos, camarões e outros caracóis. Passa o dia inteiro "colada" aos vidros, pedras e troncos a limpar. Atenção: As Neritinas têm um forte instinto natural para explorar áreas secas acompanhando a descida das marés, pelo que é estritamente obrigatório manter o aquário tapado para evitar que o caracol fuja para fora do tanque.
Reprodução: Ovíparo. O seu enorme trunfo para a esmagadora maioria dos aquariofilistas é que é impossível tornarem-se uma praga em água doce. A fêmea espalha pequenos e duros ovos brancos (que parecem minúsculas sementes de sésamo) pelos troncos ou rochas do aquário, no entanto, os ovos e as larvas necessitam das condições salinas da água salobra/salgada dos estuários para conseguirem eclodir e vingar. Em água doce, os ovos simplesmente não nascem.
Aparência: A sua carapaça é uma verdadeira maravilha da natureza e o motivo principal do seu apelido felino. Apresenta uma concha esférica e lisa com uma cor de base que varia em tons quentes de amarelo-dourado, laranja-âmbar ou castanho-claro. Esta base é espetacularmente atravessada por largas e irregulares riscas verticais ou em ziguezague de um preto profundo, que descem pelo contorno da concha e replicam na perfeição o inconfundível padrão da pelagem de um tigre.
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