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Garra Rufa
Garra Rufa
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Nome cientifico: Garra rufa (Mundialmente famoso e popularizado como "Peixe-Doutor" ou Doctor Fish devido à sua incrível utilização em tratamentos de spa e ictioterapia).
Origem: Médio Oriente. É nativo das bacias hidrográficas dos rios Tigre e Eufrates, habitando também rios de fluxo rápido e lagoas de águas termais em países como a Turquia, Síria, Iraque e Irão.
Tamanho máximo: Médio. Num aquário doméstico com boas condições, atingem habitualmente um comprimento máximo de 10 a 14 cm na fase adulta.
pH: Ligeiramente ácido a alcalino. São peixes extremamente rústicos, resistentes e bastante tolerantes a diferentes condições de água, situando-se o ideal para o seu bem-estar numa ampla faixa entre 6.5 e 8.0.
Temperatura: Extremamente adaptável. Embora sejam famosos na natureza por sobreviverem e prosperarem nas águas extraordinariamente quentes das termas turcas (podendo tolerar picos até aos 35°C), num aquário a longo prazo devem ser mantidos com temperaturas mais equilibradas e saudáveis, entre os 20°C e os 26°C.
Alimentação: Omnívoro (Comedor de algas e biofilme). Na natureza, raspam algas, micro-organismos e são famosos por se alimentarem de peles mortas humanas quando lhes é dada a oportunidade. No aquário doméstico, são incansáveis limpadores, mas a sua dieta deve ser complementada obrigatoriamente com pastilhas de fundo ricas em espirulina, grânulos que afundem e pontuais alimentos vivos ou congelados (como bloodworms e dáfnias).
Comportamento: Pacífico, hiperativo e muito sociável. São peixes gregários que passam o dia inteiro a vasculhar incansavelmente o fundo, os vidros e as decorações do aquário. Devem ser mantidos num grupo de, pelo menos, 4 a 6 indivíduos para se sentirem seguros, estabelecerem as suas divertidas hierarquias internas e reduzirem a timidez. Atenção: É estritamente obrigatório ter o aquário bem tapado, pois são exímios trepadores de vidros (usando a boca) e potenciais saltadores.
Reprodução: Ovíparo. A reprodução em aquários domésticos é considerada extremamente rara e difícil, ocorrendo quase exclusivamente em grandes instalações comerciais especializadas (frequentemente com estímulos hormonais). São dispersores livres de ovos que caem entre as rochas no fundo e não exibem qualquer tipo de instinto ou cuidado parental.
Aparência: O seu visual é utilitário, concebido para a máxima aderência e camuflagem no seu habitat rochoso. Apresentam um corpo alongado e aerodinâmico em forma de torpedo. O seu grande trunfo anatómico é a boca voltada para baixo, convertida numa almofada em forma de ventosa (desprovida de dentes afiados), perfeita para se fixarem às rochas contra fortes correntes de água e rasparem o alimento em segurança. A sua coloração é discreta mas muito natural, variando entre tons sarapintados ou marmoreados de cinza, castanho, verde-oliva escuro e prateado.
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