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Aquasousa

Eleocharis acicularis

Eleocharis acicularis

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Espécie: Eleocharis acicularis. Pertence à família Cyperaceae (a família dos juncos e dos papiros).

Temperatura: 10 a 28 °C. É uma espécie excecionalmente robusta no que toca à temperatura, sobrevivendo debaixo de gelo na natureza em zonas temperadas, mas adaptando-se na perfeição às águas quentes dos aquários tropicais.

Origem: Cosmopolita. Está distribuída de forma natural por quase todo o hemisfério norte (América do Norte, Europa e Ásia), bem como na Austrália, crescendo em pântanos, lodaçais e margens rasas de rios e lagos.

Tamanho: Altura de 10 a 15+ cm. Nota importante: não deve ser confundida com a sua "irmã" mais pequena, a Eleocharis parvula (ou a E. sp. 'Mini'). Devido à sua altura considerável, a acicularis é frequentemente usada no plano médio (midground) ao redor de grandes rochas ou no plano traseiro (background) de nano aquários. Para manter um tapete estritamente baixo no plano frontal, exige cortes regulares com tesoura.

Luminosidade: Média a Alta. A luz dita o seu comportamento vertical. Sob iluminação fraca a moderada, os "cabelos" esticam bastante à procura da superfície, criando um tapete alto e menos denso. Sob luz intensa, a planta foca a sua energia em espalhar corredores subterrâneos e adensar o maciço.

Necessidade de CO2: Baixa a Média. É uma das raras plantas com aspeto de relvado que pode prosperar num sistema Low Tech. No entanto, o aquarista precisa de alinhar as expectativas: sem injeção de CO2 e sem luz forte, o processo de fechar um tapete demorará muitos meses. Um substrato fértil (especialmente granulometrias finas tipo powder) é absolutamente crítico para compensar a ausência de gás, permitindo que as finas raízes se alimentem e penetrem no solo.

Crescimento: Médio. Multiplica-se no subsolo através de finos estolhos (runners), dos quais brotam novos fios de erva a curtas distâncias. Regra de ouro na plantação: nunca enterre a planta inteira como a retira do vaso. Deve dividi-la em minúsculos tufos (com 5 a 10 fios cada) e plantá-los individualmente com uma pinça fina numa disposição em xadrez, deixando uns centímetros entre cada tufo para que se unam com o tempo.

Dificuldade: Média. A principal dor de cabeça na manutenção desta espécie é a higiene. Devido à sua estrutura fina e capilar, atua como um verdadeiro filtro, retendo resíduos e fezes de peixe. Se houver desequilíbrios de nutrientes ou fraca circulação no fundo, os fios tornam-se um íman implacável para algas filamentosas que se entrelaçam de tal forma que são quase impossíveis de remover sem arrancar o relvado. A introdução de equipas de limpeza eficientes (como camarões Amano ou Neocaridinas) é altamente recomendada.

Aparência: A estética é inconfundível. Brota diretamente do substrato em grupos densos de folhas filiformes, perfeitamente cilíndricas, eretas e da espessura de uma agulha, num tom de verde puro, fresco e muito brilhante. A flexibilidade dos seus filamentos permite que "dance" graciosamente com o fluxo de saída do filtro, conferindo um tremendo dinamismo visual ao aquário.

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