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Corydora panda
Corydora panda
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Nome cientifico: Corydoras panda (Mundialmente cobiçada e adorada no hobby como Corydora Panda, sendo indiscutivelmente uma das espécies de peixes de fundo mais carismáticas, pacíficas e encantadoras de toda a aquariofilia).
Origem: América do Sul. É uma espécie endémica do sistema do rio Ucayali no Peru, habitando águas límpidas, de fluxo relativamente rápido e ricamente oxigenadas, que são alimentadas pelo degelo da majestosa cordilheira dos Andes.
Tamanho máximo: Pequeno. Atingem habitualmente um comprimento máximo de 4 a 5 cm na fase adulta. O dimorfismo sexual é subtil: as fêmeas adultas tendem a ser visivelmente mais largas e encorpadas quando observadas de cima, enquanto os machos mantêm uma estrutura ligeiramente menor e mais esguia.
pH: Ligeiramente ácido a neutro. São peixes consideravelmente rústicos e adaptáveis quando o aquário está estabilizado, mas prosperam de forma excecional em águas macias. O ideal para manter o seu sistema imunitário imbatível situa-se numa faixa estável entre 6.0 e 7.4.
Temperatura: Tropical amena a subtropical. Atenção: Como provêm de riachos alimentados por águas de degelo, sentem-se perfeitamente confortáveis e altamente ativas em águas ligeiramente mais frescas do que a esmagadora maioria dos peixes tropicais comuns. O ideal para uma vida longa e saudável situa-se entre os 20°C e os 25°C.
Alimentação: Omnívoro (Detritívoro de fundo). São a clássica e simpática equipa de limpeza de solo! Passam o dia inteiro a patrulhar o fundo do aquário em busca de alimento. Aceitam perfeitamente pastilhas de fundo de alta qualidade e grânulos que afundem. Contudo, a dieta deve ser complementada regularmente com pequenos alimentos proteicos vivos ou congelados (como bloodworms, dáfnias e artémia) para garantir a sua plena vitalidade.
Comportamento: Extremamente pacífico, ativo e altamente gregário. São peixes de cardume estrito! A regra de ouro e inquebrável para o seu bem-estar é mantê-las num grupo de, pelo menos, 6 indivíduos. Se mantidas sozinhas ou em grupos diminutos, definham de stress e ficam extremamente tímidas. Outra exigência absoluta é o uso obrigatório de substrato fino e macio (como areia), pois o cascalho pontiagudo ou abrasivo corta e destrói irreversivelmente os seus delicados barbilhos sensoriais (os seus "bigodes"), causando graves infeções que podem ser fatais.
Reprodução: Ovíparo. A reprodução em aquário é relativamente comum, especialmente se forem bem alimentadas e submetidas a uma generosa troca de água ligeiramente mais fresca (o que lhes simula a chegada da época das chuvas na natureza). As fêmeas depositam pequenos e pegajosos ovos isolados, colando-os aos vidros do aquário, nas raízes ou em plantas de folhas largas. Não exibem qualquer instinto parental e devorarão os ovos avidamente, sendo estritamente recomendado retirar a postura para um aquário de criação se o objetivo for salvar os alevinos.
Aparência: O seu visual é uma fofura absoluta e a principal razão do seu gigantesco sucesso mundial! Possuem o clássico corpo robusto, encouraçado e ligeiramente atarracado típico da família. O grande espetáculo desta espécie reside na sua coloração adorável, que imita na perfeição a face de um Urso Panda: exibem um corpo liso de tom bege-claro, cor de areia ou branco-rosado, avassaladoramente contrastado por três marcantes e distintas manchas de negro-aveludado profundo. Estas manchas encontram-se perfeitamente posicionadas: uma espetacular máscara vertical sobre os olhos, uma marca intensa na barbatana dorsal e uma terceira mancha na base da barbatana caudal.
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