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AquaSousa

Camarão Madeira

Camarão Madeira

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Nome cientifico: Atyopsis moluccensis (Mundialmente conhecido e aclamado no hobby como Camarão Madeira, Camarão Filtrador Asiático ou Bamboo Shrimp, sendo um dos invertebrados mais carismáticos, pacíficos e fascinantes da aquariofilia).

Origem: Ásia. É uma espécie nativa do Sudeste Asiático (abrangendo vastas áreas desde o Sri Lanka até ao arquipélago indonésio e Malásia), habitando riachos rochosos e rios de fluxo muito rápido e altamente oxigenados que correm para o mar.

Tamanho máximo: Grande. Atingem habitualmente um comprimento máximo de 8 a 12 cm na fase adulta. Devido ao seu porte robusto, possuem uma presença visual imponente e destacam-se perfeitamente em qualquer aquário comunitário.

pH: Ligeiramente ácido a neutro. Para suportar o desenvolvimento perfeito e as mudas (ecdise) da sua carapaça, exigem águas límpidas, maduras e com boa estabilidade mineral. O ideal situa-se numa faixa contínua entre 6.5 e 7.5.

Temperatura: Tropical. Sentem-se perfeitamente confortáveis e altamente ativos em águas bem aquecidas, com temperaturas ideais entre os 24°C e os 28°C.

Alimentação: Filtrador estrito. É aqui que reside a verdadeira magia desta espécie (à semelhança do seu "primo" africano, o Camarão Vampiro)! Possuem pernas dianteiras modificadas em maravilhosos "leques" ou "guarda-chuvas" de finas cerdas. Passam horas posicionados de frente para a correnteza com os leques totalmente abertos, filtrando micro-organismos e partículas em suspensão. No aquário, devem ser alimentados com pós muito finos, espirulina em pó, infusórios e rações de camarão finamente esmagadas atiradas para a corrente. Atenção: Se o vires a raspar desesperadamente o fundo do aquário com os leques fechados, é um sinal de alarme crítico de que está a passar fome e não tem alimento suficiente a flutuar na coluna de água!

Comportamento: Extremamente pacífico, inofensivo e dócil. Não fariam mal a uma mosca e são totalmente seguros para partilhar o espaço com micro-peixes e camarões anões (como as Neocaridinas). A regra de ouro e inquebrável para o seu sucesso é a necessidade absoluta de forte circulação de água e a presença obrigatória de troncos altos ou rochas posicionadas estrategicamente no fluxo direto da saída do filtro, para que se possam ancorar e "pescar" o seu alimento naturalmente, tal como fariam na natureza.

Reprodução: Ovíparo. A sua reprodução em cativeiro é extremamente complexa e praticamente impossível num aquário de água doce comum. Possuem um ciclo de vida anfídromo: embora a fêmea carregue centenas de minúsculos ovos no ventre, as larvas recém-nascidas necessitam obrigatoriamente de ser arrastadas pela forte corrente para a água salobra ou salgada para sobreviverem e completarem a sua metamorfose, retornando à água doce apenas na fase juvenil.

Aparência: O seu visual é o de um autêntico mestre da camuflagem florestal, justificando plenamente o nome "Madeira"! Apresentam um corpo robusto com uma textura rústica que imita na perfeição a casca de uma árvore molhada ou um pedaço de bambu. A sua coloração é impressionantemente adaptável, variando entre tons quentes de castanho-mogno, bege, vermelho-tijolo ou laranja-torrado, frequentemente adornada por uma inconfundível e elegante grossa risca dorsal clara (branca ou creme) que percorre toda a extensão das costas. O espetáculo completa-se com os seus exuberantes leques dianteiros sempre a abrir e fechar num movimento rítmico e hipnotizante.

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