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Aquasousa

Camarão Filtrador - Atya gabonensis 5cm

Camarão Filtrador - Atya gabonensis 5cm

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Nome cientifico: Atya gabonensis (Mundialmente famoso e aclamado no hobby como Camarão Vampiro, Camarão Filtrador Africano ou Vampire Shrimp, sendo um dos invertebrados mais imponentes, pacíficos e fascinantes da aquariofilia).

Origem: África Ocidental e América do Sul. É uma espécie com uma distribuição transatlântica fantástica, habitando riachos rochosos e rios de fluxo muito rápido e altamente oxigenados que correm em direção ao oceano.

Tamanho máximo: Grande. É um autêntico "gigante" gentil do mundo dos invertebrados de água doce, podendo atingir uns impressionantes 12 a 15 cm de comprimento na fase adulta. Devido ao seu porte incrivelmente robusto e encouraçado, possui uma presença visual avassaladora no fundo do aquário.

pH: Ligeiramente ácido a ligeiramente alcalino. Para suportar o desenvolvimento perfeito e as mudas (ecdise) da sua imensa e espessa carapaça, exigem águas com boa estabilidade e dureza mineral. O ideal situa-se numa faixa estável entre 6.5 e 7.8.

Temperatura: Tropical. Sentem-se perfeitamente confortáveis e altamente ativos em águas bem aquecidas, com temperaturas entre os 24°C e os 28°C.

Alimentação: Filtrador estrito. É aqui que reside a verdadeira magia desta espécie! Em vez das clássicas pinças cortantes, possuem pernas dianteiras modificadas em maravilhosos "leques" ou "guarda-chuvas" de finas cerdas. Passam horas posicionados de frente para a correnteza com os leques totalmente abertos, filtrando micro-organismos e partículas em suspensão. No aquário, devem ser alimentados com pós muito finos, espirulina em pó, infusórios e rações de camarão finamente esmagadas. Atenção: Se o vires a varrer o substrato raspando o chão de forma desesperada com os leques fechados, é um sinal de alarme crítico de que está a passar fome e não tem alimento suficiente a flutuar na coluna de água!

Comportamento: Extremamente pacífico, ligeiramente tímido e 100% inofensivo. Apesar do aspeto altamente intimidante e do nome "Vampiro", não fariam mal a uma mosca! São totalmente seguros para partilhar o espaço com micro-peixes e camarões anões (como as Neocaridinas). A regra de ouro e inquebrável para o seu sucesso é a necessidade absoluta de forte circulação de água e a presença de troncos ou rochas posicionadas estrategicamente no fluxo da saída do filtro, para que se possam fixar e "pescar" o alimento de forma natural. Adoram ter grutas e esconderijos escuros para se refugiarem após as mudas de casca.

Reprodução: Ovíparo. A sua reprodução é um verdadeiro desafio, não ocorre espontaneamente em aquários tropicais comuns e é 100% à prova de infestações! Embora a fêmea possa carregar centenas de minúsculos ovos no seu abdómen, as larvas recém-nascidas necessitam obrigatoriamente de ser arrastadas pela corrente para a salinidade da água do mar para sobreviverem e completarem a metamorfose, retornando à água doce apenas na fase juvenil.

Aparência: O seu visual parece saído de um documentário de dinossauros! Apresentam um corpo formidavelmente musculado, protegido por um exoesqueleto grosso, texturizado e que se assemelha a uma autêntica armadura medieval. A sua coloração é um autêntico camaleão aquático, variando drasticamente consoante o ambiente, o humor e a fase da muda de casca: podem ostentar tons de azul-celeste profundo, azul-cobalto metálico, cinza-ardósia, castanho-mogno, bege claro ou até laivos rosados. O dramatismo completa-se com as suas robustas pernas traseiras, repletas de espigões inofensivos que lhes permitem ancorar-se de forma impenetrável aos troncos contra a corrente fortíssima.

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