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Apistogramma viejita
Apistogramma viejita
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Nome cientifico: Apistogramma viejita (Mundialmente conhecido no hobby como Ciclídeo Anão Viejita. Atenção: no mercado da aquariofilia, uma grande parte dos exemplares hiper-coloridos vendidos como "Viejita" são, na verdade, apuramentos cromáticos do seu parente extremamente próximo, o Apistogramma macmasteri).
Origem: América do Sul. É endémico da Colômbia, habitando as águas rasas, calmas e frequentemente ricas em taninos dos riachos, poças e pequenas lagoas florestais da bacia do rio Meta (um afluente do rio Orinoco).
Tamanho máximo: Pequeno a médio. Apresentam um dimorfismo sexual muito evidente e clássico no mundo dos ciclídeos anões: os machos são consideravelmente maiores e imponentes, podendo atingir entre os 7 e 8 cm de comprimento, enquanto as fêmeas ficam-se pelos 4 a 5 cm.
pH: Ácido a ligeiramente neutro. Para replicar a química das suas águas nativas, potenciar ao máximo as suas cores vibrantes e induzir o instinto de reprodução, exigem águas macias. O ideal situa-se numa faixa entre 5.5 e 6.5.
Temperatura: Tropical. Sentem-se perfeitamente confortáveis, saudáveis e altamente ativos a patrulhar o seu território em águas quentes, com temperaturas entre os 24°C e os 28°C.
Alimentação: Carnívoro (Micro-predador). Na natureza, o seu focinho pontiagudo é perfeito para caçar pequenos invertebrados e insetos no substrato. Em aquário, a base da sua dieta deve ser rica em proteína. Aceitam grânulos de alta qualidade que afundem, mas para manterem o sistema imunitário imbatível e atingirem as intensas cores nupciais, deves oferecer regularmente alimentos vivos ou congelados (como artémia, bloodworms e dáfnias).
Comportamento: Pacífico, mas territorial (especialmente na época de reprodução). É um ciclídeo de fundo/meio fantástico para aquários comunitários, desde que partilhado com peixes de cardume pacíficos (como os Tetras). São polígamos, pelo que a regra de ouro para o seu bem-estar é manter a espécie num formato de harém: um único macho para, pelo menos, 2 a 3 fêmeas. Exigem aquários densamente plantados, com raízes, folhas de amendoeira no fundo e obrigatórias pequenas tocas (como cascas de coco ou ânforas de cerâmica).
Reprodução: Ovíparo. A sua reprodução é um dos comportamentos mais fascinantes do hobby! Desovam em cavernas e tocas fechadas. Após o acasalamento, a fêmea cola os ovos no teto da toca e assume o controlo absoluto: torna-se extremamente agressiva (expulsando vigorosamente até o próprio macho do território) e dedica-se incansavelmente a ventilar os ovos, limpá-los e, mais tarde, a guiar a nuvem de alevinos pelo aquário de forma feroz e super protetora.
Aparência: O seu visual é absolutamente espetacular e digno de uma peça central no aquário! Os machos adultos ostentam barbatanas dorsais e anais muito alongadas e pontiagudas, exibindo uma coloração fascinante que mistura tons prateados, azuis e amarelados, atravessada por uma marcante linha lateral negra. O grande espetáculo está no rosto e nas barbatanas, frequentemente salpicados por intensas manchas de um vermelho-sangue ou laranja-fogo vibrante. As fêmeas exibem uma beleza mais subtil e camuflada, mas sofrem uma transformação avassaladora na época de reprodução, "acendendo-se" num brilhante tom de amarelo-canário contrastado por fortes manchas negras.
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