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AquaSousa

Amêijoa Anodonta

Amêijoa Anodonta

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Nome Científico

  • Anodonta anatina

 

Origem

  • Europa e Ásia (Paleártico): A distribuição nativa dessa espécie se estende por uma vasta área, desde a Irlanda e Grã-Bretanha, passando pela Europa e Sibéria, até o rio Lena, no leste. Inclui também o sul da Europa e o Noroeste Africano. 

  •  

Tamanho Máximo

  • Grande: Elas costumam atingir entre 8 a 15 cm de comprimento da concha. Em algumas condições específicas, podem ser ainda maiores.

 

pH

  • Ampla tolerância: Geralmente suportam um pH entre 6.5 e 8.0, mas preferem águas neutras a ligeiramente alcalinas.

 

Temperatura

  • Temperado a Tropical: As Anodonta anatina toleram uma vasta gama de temperaturas, de 10°C a 30°C. No entanto, para um aquário, temperaturas entre 20°C e 25°C são geralmente as mais adequadas.

 

Alimentação

  • Filtradora: As Anodontas são filtradoras de suspensão. Elas se alimentam de partículas microscópicas presentes na coluna d'água, como fitoplâncton, bactérias, matéria orgânica em suspensão e detritos. Em aquários, pode ser necessário suplementar a dieta com alimentos líquidos para invertebrados, "água verde" (cultura de algas) ou alimentos em pó finamente moídos.

 

Comportamento

  • Sedentário e Filtrador: Elas passam a maior parte do tempo enterradas no substrato (preferencialmente areia ou cascalho fino), com apenas seus sifões expostos para filtrar a água. Não são muito móveis. A atividade de escavação delas pode, ocasionalmente, desalojar plantas no aquário. Podem se fechar quando se sentem ameaçadas ou as condições da água não estão ideais.

 

Reprodução

  • Hermafrodita (com variações) e complexa: A Anodonta anatina é predominantemente dioica (sexos separados), mas pode apresentar hermafroditismo ocasional, especialmente em águas estagnadas.

    • Larvas Glochidia: A reprodução é fascinante e envolve uma fase larval parasitária. As fêmeas incubam os ovos fertilizados em suas brânquias (chamadas marsúpios) até que se desenvolvam em larvas microscópicas chamadas glochidia.

    • Hospedeiro de Peixe: Para completarem seu ciclo de vida, as glochidia são liberadas para a água e devem parasitar um peixe hospedeiro, geralmente ciprinídeos (como carpas e barbos) ou salmonídeos. As glochidia se fixam nas guelras ou barbatanas do peixe, formando cistos.

    • Metamorfose: Após algumas semanas, as glochidia completam sua metamorfose em pequenas amêijoas juvenis e se desprendem do peixe para viverem de forma independente no fundo. A dependência de peixes hospedeiros nativos é um fator limitante para sua conservação, já que muitas espécies de peixes exóticos em Portugal não são hospedeiros compatíveis.

 

Aparência

  • Concha: A concha é relativamente fina e ovalada, com uma superfície lisa e brilhante, especialmente em espécimes jovens. A cor varia de tons esverdeados, amarelados a castanhos, e pode apresentar anéis de crescimento concêntricos visíveis. O interior da concha é nacarado, exibindo um brilho perolado.

  • Corpo: O corpo mole interno não é visível, exceto pelos dois sifões curtos que se estendem da concha para sugar e expelir água durante o processo de filtração.

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